Ronco
Roncar é normal? Quando o ronco indica apneia do sono
Diferenças entre ronco simples e ronco patológico, fatores de risco, sinais de alerta da apneia obstrutiva do sono e quando procurar um pneumologista em Belo Horizonte.
Roncar é tão comum que muita gente acha que faz parte da vida adulta. Não é. O ronco é um sinal de que existe alguma obstrução parcial na passagem do ar pela garganta enquanto você dorme. Em alguns casos é leve e inofensivo, mas em outros é a manifestação mais visível de uma apneia obstrutiva do sono, doença associada a infarto, AVC, hipertensão e morte súbita.
Neste artigo você vai entender quando o ronco é só um incômodo e quando ele é um sinal de alerta que merece avaliação por pneumologista em Belo Horizonte.
Por que a gente ronca
Durante o sono, a musculatura da garganta relaxa. Em pessoas com via aérea estreita ou flácida, esse relaxamento faz com que os tecidos (palato mole, úvula, língua) vibrem com a passagem do ar — e essa vibração é exatamente o som do ronco.
O ronco é, portanto, um indicador de resistência aumentada ao fluxo de ar. Quanto maior a obstrução, maior o ronco — até o ponto em que a via aérea fecha por completo, configurando a apneia.
Ronco simples x ronco patológico
Ronco simples (primário)
- Leve a moderado em intensidade;
- Ocasional, geralmente associado a álcool, cansaço ou gripe;
- Sem pausas respiratórias;
- Sem sonolência diurna ou queda de desempenho;
- Sem repercussão cardiovascular.
Ronco patológico (com apneia)
- Alto e frequente, em quase todas as noites;
- Acompanhado de pausas respiratórias presenciadas pelo parceiro;
- Engasgos, ronco interrompido por silêncio e seguido de respiração ruidosa;
- Cansaço ao acordar, mesmo após 7-8 horas de sono;
- Sonolência ao volante e em reuniões;
- Pressão alta de difícil controle, arritmias cardíacas.
Sinais de alerta que indicam apneia
Procure um pneumologista se você ou seu parceiro reconhece três ou mais dos sinais abaixo:
- Ronco alto que incomoda quem dorme no mesmo quarto;
- Pausas respiratórias durante o sono;
- Sensação de engasgo ou falta de ar à noite;
- Acordar várias vezes para urinar;
- Boca seca pela manhã;
- Dor de cabeça matinal;
- Cansaço persistente durante o dia;
- Sonolência ao dirigir, ler ou assistir TV;
- Irritabilidade, esquecimentos e falta de concentração;
- Pressão alta resistente a medicamentos.
Fatores que pioram o ronco
Hábitos
- Consumo de álcool à noite;
- Sedativos e relaxantes musculares;
- Refeições muito pesadas antes de dormir;
- Tabagismo (inflamação da via aérea);
- Dormir de barriga para cima.
Características pessoais
- Excesso de peso e gordura na região do pescoço;
- Pescoço grosso (acima de 40 cm em homens, 38 cm em mulheres);
- Queixo recuado, mandíbula pequena;
- Amígdalas e adenoides aumentadas;
- Desvio de septo nasal e rinite crônica.
O que fazer se você ronca
Mudanças de estilo de vida
Em casos leves, mudar alguns hábitos pode reduzir muito o ronco:
- Perder de 5% a 10% do peso corporal;
- Evitar álcool e sedativos nas 3 horas antes de dormir;
- Dormir de lado em vez de barriga para cima;
- Tratar rinite e obstrução nasal;
- Manter horários regulares de sono.
Avaliação médica e polissonografia
Se houver suspeita de apneia, o exame indicado é a polissonografia. Em Belo Horizonte, ela pode ser realizada de forma domiciliar, no conforto do seu próprio quarto, com sensores leves e laudo emitido a partir de 3 dias úteis.
Tratamentos disponíveis
- Aparelhos intraorais: indicados em casos leves a moderados ou em pacientes que não toleram o CPAP;
- CPAP: padrão-ouro para apneia moderada e grave;
- Cirurgias: correção de desvio de septo, amigdalectomia, cirurgia mandibular em casos selecionados;
- Terapia posicional: dispositivos que evitam que o paciente durma de barriga para cima.
Não ignore o ronco
Ronco alto e frequente não é frescura nem motivo de piada — é um sinal de que o corpo pode estar lutando para respirar enquanto você dorme. Quanto antes a apneia for diagnosticada, menor o risco de complicações cardiovasculares e melhor a qualidade de vida.
A Dra. Rosiane Adaid (CRM-MG 24128), médica pneumologista em Belo Horizonte, atende pacientes com queixa de ronco e suspeita de apneia do sono. Agende sua polissonografia domiciliar pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Roncar baixo é perigoso?
O ronco leve e ocasional, sem outros sintomas, raramente indica problemas. Já o ronco alto, frequente e com pausas respiratórias deve sempre ser investigado.
Mulher também ronca?
Sim. Mulheres roncam, principalmente após a menopausa, com aumento de peso ou uso de medicamentos sedativos. O ronco feminino frequentemente é subdiagnosticado.
Existe tratamento para parar de roncar?
Sim. As opções incluem perda de peso, mudança de posição ao dormir, aparelhos intraorais, CPAP em casos de apneia, cirurgias específicas e tratamentos de obstrução nasal.
Travesseiro especial resolve o ronco?
Travesseiros antironco podem ajudar quando o ronco é puramente posicional, mas não tratam a apneia obstrutiva do sono. Sempre faça avaliação médica antes.
Crianças que roncam têm apneia?
Crianças que roncam de forma frequente devem ser avaliadas, pois as causas mais comuns são amígdalas e adenoides aumentadas. Nossa clínica atende apenas adultos.
Como saber se meu ronco é grave?
Se o ronco vem acompanhado de pausas respiratórias, sonolência diurna, cansaço, dor de cabeça matinal ou pressão alta, há grande chance de ser apneia. A polissonografia confirma.