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Ronco

Roncar é normal? Quando o ronco indica apneia do sono

Diferenças entre ronco simples e ronco patológico, fatores de risco, sinais de alerta da apneia obstrutiva do sono e quando procurar um pneumologista em Belo Horizonte.

Dra. Rosiane Adaid Campolina de Almeida · CRM-MG 24128 15 de maio de 2026 7 min de leitura

Roncar é tão comum que muita gente acha que faz parte da vida adulta. Não é. O ronco é um sinal de que existe alguma obstrução parcial na passagem do ar pela garganta enquanto você dorme. Em alguns casos é leve e inofensivo, mas em outros é a manifestação mais visível de uma apneia obstrutiva do sono, doença associada a infarto, AVC, hipertensão e morte súbita.

Neste artigo você vai entender quando o ronco é só um incômodo e quando ele é um sinal de alerta que merece avaliação por pneumologista em Belo Horizonte.

Por que a gente ronca

Durante o sono, a musculatura da garganta relaxa. Em pessoas com via aérea estreita ou flácida, esse relaxamento faz com que os tecidos (palato mole, úvula, língua) vibrem com a passagem do ar — e essa vibração é exatamente o som do ronco.

O ronco é, portanto, um indicador de resistência aumentada ao fluxo de ar. Quanto maior a obstrução, maior o ronco — até o ponto em que a via aérea fecha por completo, configurando a apneia.

Ronco simples x ronco patológico

Ronco simples (primário)

  • Leve a moderado em intensidade;
  • Ocasional, geralmente associado a álcool, cansaço ou gripe;
  • Sem pausas respiratórias;
  • Sem sonolência diurna ou queda de desempenho;
  • Sem repercussão cardiovascular.

Ronco patológico (com apneia)

  • Alto e frequente, em quase todas as noites;
  • Acompanhado de pausas respiratórias presenciadas pelo parceiro;
  • Engasgos, ronco interrompido por silêncio e seguido de respiração ruidosa;
  • Cansaço ao acordar, mesmo após 7-8 horas de sono;
  • Sonolência ao volante e em reuniões;
  • Pressão alta de difícil controle, arritmias cardíacas.

Sinais de alerta que indicam apneia

Procure um pneumologista se você ou seu parceiro reconhece três ou mais dos sinais abaixo:

  • Ronco alto que incomoda quem dorme no mesmo quarto;
  • Pausas respiratórias durante o sono;
  • Sensação de engasgo ou falta de ar à noite;
  • Acordar várias vezes para urinar;
  • Boca seca pela manhã;
  • Dor de cabeça matinal;
  • Cansaço persistente durante o dia;
  • Sonolência ao dirigir, ler ou assistir TV;
  • Irritabilidade, esquecimentos e falta de concentração;
  • Pressão alta resistente a medicamentos.

Fatores que pioram o ronco

Hábitos

  • Consumo de álcool à noite;
  • Sedativos e relaxantes musculares;
  • Refeições muito pesadas antes de dormir;
  • Tabagismo (inflamação da via aérea);
  • Dormir de barriga para cima.

Características pessoais

  • Excesso de peso e gordura na região do pescoço;
  • Pescoço grosso (acima de 40 cm em homens, 38 cm em mulheres);
  • Queixo recuado, mandíbula pequena;
  • Amígdalas e adenoides aumentadas;
  • Desvio de septo nasal e rinite crônica.

O que fazer se você ronca

Mudanças de estilo de vida

Em casos leves, mudar alguns hábitos pode reduzir muito o ronco:

  • Perder de 5% a 10% do peso corporal;
  • Evitar álcool e sedativos nas 3 horas antes de dormir;
  • Dormir de lado em vez de barriga para cima;
  • Tratar rinite e obstrução nasal;
  • Manter horários regulares de sono.

Avaliação médica e polissonografia

Se houver suspeita de apneia, o exame indicado é a polissonografia. Em Belo Horizonte, ela pode ser realizada de forma domiciliar, no conforto do seu próprio quarto, com sensores leves e laudo emitido a partir de 3 dias úteis.

Tratamentos disponíveis

  • Aparelhos intraorais: indicados em casos leves a moderados ou em pacientes que não toleram o CPAP;
  • CPAP: padrão-ouro para apneia moderada e grave;
  • Cirurgias: correção de desvio de septo, amigdalectomia, cirurgia mandibular em casos selecionados;
  • Terapia posicional: dispositivos que evitam que o paciente durma de barriga para cima.

Não ignore o ronco

Ronco alto e frequente não é frescura nem motivo de piada — é um sinal de que o corpo pode estar lutando para respirar enquanto você dorme. Quanto antes a apneia for diagnosticada, menor o risco de complicações cardiovasculares e melhor a qualidade de vida.

A Dra. Rosiane Adaid (CRM-MG 24128), médica pneumologista em Belo Horizonte, atende pacientes com queixa de ronco e suspeita de apneia do sono. Agende sua polissonografia domiciliar pelo WhatsApp.

Perguntas frequentes

Roncar baixo é perigoso?

O ronco leve e ocasional, sem outros sintomas, raramente indica problemas. Já o ronco alto, frequente e com pausas respiratórias deve sempre ser investigado.

Mulher também ronca?

Sim. Mulheres roncam, principalmente após a menopausa, com aumento de peso ou uso de medicamentos sedativos. O ronco feminino frequentemente é subdiagnosticado.

Existe tratamento para parar de roncar?

Sim. As opções incluem perda de peso, mudança de posição ao dormir, aparelhos intraorais, CPAP em casos de apneia, cirurgias específicas e tratamentos de obstrução nasal.

Travesseiro especial resolve o ronco?

Travesseiros antironco podem ajudar quando o ronco é puramente posicional, mas não tratam a apneia obstrutiva do sono. Sempre faça avaliação médica antes.

Crianças que roncam têm apneia?

Crianças que roncam de forma frequente devem ser avaliadas, pois as causas mais comuns são amígdalas e adenoides aumentadas. Nossa clínica atende apenas adultos.

Como saber se meu ronco é grave?

Se o ronco vem acompanhado de pausas respiratórias, sonolência diurna, cansaço, dor de cabeça matinal ou pressão alta, há grande chance de ser apneia. A polissonografia confirma.