Polissonografia
Polissonografia Domiciliar: como funciona o exame em casa
Entenda passo a passo como funciona a polissonografia domiciliar em Belo Horizonte: aparelhos, sensores, preparo, duração, laudo e diferenças para o exame de laboratório.
A polissonografia domiciliar é o exame do sono feito no conforto da casa do paciente. Em vez de passar a noite em um laboratório do sono, o exame é realizado no próprio quarto, com o aparelho instalado pela equipe ou pelo próprio paciente. É hoje a forma mais prática e confortável de diagnosticar a apneia obstrutiva do sono.
Neste artigo você vai entender exatamente como o exame funciona, quais sensores são usados, como se preparar, quanto tempo demora, como o laudo é elaborado e quais as diferenças em relação à polissonografia tradicional de laboratório.
O que é a polissonografia
A polissonografia é o registro simultâneo de várias funções do organismo durante o sono: respiração, oxigenação do sangue, frequência cardíaca, ronco, posição corporal e movimentos. A partir desses dados o pneumologista calcula o IAH (índice de apneia e hipopneia por hora) e define se há apneia, qual a sua gravidade e o melhor tratamento.
Polissonografia domiciliar x polissonografia de laboratório
Na polissonografia tipo I (laboratório), o paciente dorme em uma clínica monitorado por um técnico, com sensores também no couro cabeludo (EEG) e nas pernas. É indicada principalmente para casos complexos ou suspeita de outros distúrbios do sono além da apneia.
Na polissonografia tipo III (domiciliar), o paciente dorme em casa com os sensores cardiorrespiratórios. É a indicação ideal para a maioria dos casos com suspeita clínica de apneia obstrutiva, com sensibilidade e especificidade muito altas.
Quais sensores são usados
O equipamento da polissonografia domiciliar é leve e silencioso. Os principais sensores são:
- Cânula nasal: mede o fluxo de ar pelas narinas e detecta apneias e hipopneias;
- Faixas torácica e abdominal: registram o esforço respiratório do tórax e do abdome;
- Oxímetro de pulso no dedo: mede a saturação de oxigênio e a frequência cardíaca;
- Microfone de ronco: registra a intensidade do ronco ao longo da noite;
- Sensor de posição: identifica se o paciente está de barriga para cima, de lado ou de bruços.
Passo a passo do exame
1. Pedido médico e agendamento
O exame começa com a solicitação de um médico (pneumologista, otorrino, cardiologista, neurologista ou dentista do sono). A equipe da clínica agenda a entrega do aparelho.
2. Orientações e preparo
No dia do exame você deve seguir algumas orientações:
- Não tomar café, refrigerante ou bebida alcoólica;
- Manter os medicamentos habituais (salvo orientação contrária);
- Vir bem alimentado e tomar banho antes de colocar o aparelho;
- Evitar esmalte nas unhas (o sensor é colocado no dedo);
- Não fazer o exame em caso de gripe, febre ou tosse.
3. Instalação do aparelho
A faixa elástica é posicionada no tórax, a cânula nasal é colocada nas narinas e o oxímetro no dedo. O equipamento é leve, silencioso e permite que você se mexa normalmente na cama.
4. A noite do exame
Você deve dormir o mais próximo possível da sua rotina habitual. É importante registrar pelo menos 6 horas de sono para que o exame seja considerado válido.
5. Devolução e laudo
No dia seguinte, o aparelho é devolvido. Os dados são baixados, analisados pela equipe técnica e o laudo é elaborado pela médica pneumologista. Na clínica da Dra. Rosiane Adaid o laudo é entregue a partir de 3 dias úteis, por e-mail ou presencialmente na Av. Alfredo Balena, 189, 10º andar.
O que o laudo da polissonografia mostra
O laudo traz informações detalhadas, entre elas:
- Tempo total de sono e tempo de registro;
- Índice de apneia e hipopneia por hora (IAH);
- Saturação mínima e média de oxigênio;
- Tempo abaixo de 90% de saturação;
- Frequência cardíaca durante o sono;
- Influência da posição corporal no número de eventos;
- Conclusão diagnóstica e gravidade da apneia.
Vantagens da polissonografia domiciliar
- Conforto: você dorme na sua própria cama;
- Resultado mais fiel à rotina, sem o estresse de um ambiente desconhecido;
- Menor custo que a polissonografia tradicional;
- Disponibilidade rápida de agenda;
- Aceita pelos principais convênios em Belo Horizonte.
Quando o exame de laboratório é indicado
A polissonografia domiciliar resolve a grande maioria dos casos. Mas a polissonografia tipo I (laboratório) ainda é necessária em situações como suspeita de epilepsia noturna, transtorno comportamental do sono REM, narcolepsia, parassônias complexas e ajuste de CPAP em casos especiais.
Faça sua polissonografia em BH
A clínica da Dra. Rosiane Adaid (CRM-MG 24128) realiza polissonografia domiciliar em Belo Horizonte e região metropolitana. Atendemos particular (R$ 530,00) e principais convênios. Para agendar, fale conosco pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Polissonografia domiciliar é confiável?
Sim. A polissonografia domiciliar de tipo III é validada pela American Academy of Sleep Medicine e pela Associação Brasileira do Sono para diagnóstico de apneia obstrutiva em adultos com suspeita clínica.
Quanto tempo demora o exame?
Você dorme com o aparelho durante uma noite inteira (mínimo de 6 horas de registro). No dia seguinte, devolve o equipamento e o laudo é entregue em até 3 dias úteis.
Posso me mexer dormindo com os sensores?
Sim. Os sensores são leves e fixados de forma a permitir movimentação normal na cama. A maioria dos pacientes relata uma noite de sono quase igual ao habitual.
Preciso de pedido médico para fazer polissonografia?
Sim, é necessário pedido médico. Pneumologistas, otorrinolaringologistas, cardiologistas, neurologistas e dentistas do sono podem solicitar o exame.
Polissonografia domiciliar serve para crianças?
A clínica da Dra. Rosiane Adaid não atende crianças. Para casos pediátricos é necessário um serviço especializado em sono infantil.
Quanto custa a polissonografia em Belo Horizonte?
Particular: R$ 530,00 com a Dra. Rosiane Adaid. Também atendemos IPSM, Saúde CAIXA, COPASA (Saúde Sistema) e AMAGIS.