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Tratamento

CPAP: o que é, para que serve e como usar corretamente

Guia completo sobre o CPAP para apneia do sono: como funciona, como escolher a pressão, como limpar o equipamento e como se adaptar ao tratamento.

Dra. Rosiane Adaid Campolina de Almeida · CRM-MG 24128 16 de maio de 2026 8 min de leitura

Se você recebeu o diagnóstico de apneia do sono após uma polissonografia, provavelmente seu médico mencionou o CPAP. O aparelho assusta pelo nome e pelo aspecto, mas é o tratamento mais eficaz disponível para apneia obstrutiva moderada e grave — e, com orientação adequada, a maioria dos pacientes se adapta em poucas semanas.

Neste guia você vai entender como o CPAP funciona, quem precisa usar, como escolher o aparelho e a máscara certos, e como se adaptar ao tratamento em casa.

Como o CPAP funciona

A apneia obstrutiva do sono acontece porque a musculatura da garganta relaxa durante o sono e a via aérea colapsa, interrompendo a respiração. O CPAP resolve isso de forma direta: ele fornece um fluxo contínuo de ar pressurizado pelo nariz (e eventualmente pela boca), mantendo a via aérea aberta durante toda a noite — como um "suporte pneumático" para a garganta.

O resultado é imediato: as pausas respiratórias desaparecem, a saturação de oxigênio se mantém estável e o sono se torna profundo e reparador. Pacientes frequentemente relatam melhora já na primeira noite de uso.

Tipos de CPAP

CPAP fixo

Mantém uma pressão constante durante toda a noite. A pressão é titulada (calibrada) por polissonografia ou por método computacional. É o tipo mais simples e acessível.

AutoCPAP (APAP)

Ajusta a pressão automaticamente segundo a segundo conforme a resistência das vias aéreas. É mais confortável para muitos pacientes e elimina a necessidade de titulação formal. Recomendado para a maioria dos casos de apneia obstrutiva sem complicações.

BiPAP

Fornece pressões diferentes na inspiração e na expiração. Indicado em apneia grave com intolerância ao CPAP, apneia central, hipoventilação ou DPOC grave. Mais caro e reservado para casos selecionados.

Qual máscara escolher

A máscara é tão importante quanto o aparelho. Existem três tipos principais:

  • Nasal full face: cobre nariz e boca. Indicada para quem respira pela boca ou tem nariz obstruído;
  • Nasal: cobre só o nariz. Mais confortável para quem respira exclusivamente pelo nariz e se move durante o sono;
  • Nasal pillow: pequenas almofadas que encaixam nas narinas. Ultracompacta, ideal para quem sente claustrofobia com máscaras maiores.

A escolha correta reduz significativamente as fugas de ar e melhora a adesão ao tratamento. Experimente diferentes modelos antes de comprar.

Como se adaptar ao CPAP

A adaptação costuma levar de 1 a 4 semanas. Dicas práticas:

  • Use o aparelho durante cochilos ou enquanto assiste TV antes de tentar dormir com ele;
  • Ajuste bem a máscara: deve vedar sem apertar. Fuga de ar é o problema número 1;
  • Use o umidificador embutido (se disponível) para evitar ressecamento nasal;
  • Mantenha nariz desobstruído — use spray salino se necessário;
  • Acompanhe os dados pelo aplicativo do aparelho (pressão média, índice residual de apneia, fuga de ar);
  • Converse com seu médico se após 2 semanas ainda houver desconforto persistente.

Limpeza e manutenção

Limpe a máscara com água morna e sabão neutro diariamente. A mangueira e o umidificador devem ser lavados semanalmente. Filtros precisam ser trocados conforme o manual. Equipamentos sujos acumulam bactérias e fungos — a limpeza regular é parte do tratamento.

Quando o CPAP não é suficiente

Em alguns casos — desvio de septo importante, hipertrofia de amígdalas ou obesidade grave — o CPAP pode ser complementado ou substituído por cirurgia ou aparelho intraoral. Revise o tratamento periodicamente com seu médico e refaça a polissonografia se os sintomas retornarem.

Diagnóstico antes do CPAP: a polissonografia

O CPAP só deve ser iniciado após diagnóstico confirmado por polissonografia. Em Belo Horizonte, a Dra. Rosiane Adaid (CRM-MG 24128) realiza o exame domiciliar com laudo a partir de 3 dias úteis, atendendo particular e principais convênios — incluindo IPSM, Saúde CAIXA, COPASA e AMAGIS.

Perguntas frequentes

O que é o CPAP?

CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é um aparelho que fornece pressão positiva contínua nas vias aéreas durante o sono, impedindo o colapso da garganta que causa a apneia obstrutiva.

Quem deve usar CPAP?

O CPAP é indicado principalmente para apneia do sono moderada a grave (IAH ≥ 15). Em casos leves com sintomas expressivos (sonolência, hipertensão), também pode ser indicado. A decisão é do médico assistente com base no laudo da polissonografia.

O CPAP tem cura? Posso parar de usar?

O CPAP controla a apneia, mas não a cura. Se você parar de usar, os sintomas voltam. Em alguns casos — como pacientes com obesidade que emagreceram significativamente — é possível reduzir ou suspender o uso, sempre com avaliação médica e nova polissonografia.

Quanto custa um CPAP em BH?

Os aparelhos CPAP variam de R$ 1.500 a R$ 6.000 ou mais, dependendo do modelo. Muitos planos de saúde cobrem a locação ou compra. Converse com seu médico e verifique a cobertura do seu convênio.

Qual a diferença entre CPAP, BiPAP e AutoCPAP?

O CPAP fornece pressão fixa. O AutoCPAP (APAP) ajusta a pressão automaticamente conforme a necessidade. O BiPAP fornece pressões diferentes na inspiração e na expiração — indicado em casos especiais. A escolha depende do tipo e gravidade da apneia.