Apneia do Sono
Apneia do Sono: sintomas, riscos e tratamento em 2026
Guia completo sobre apneia obstrutiva do sono: principais sintomas, riscos cardiovasculares, diagnóstico por polissonografia e tratamentos disponíveis em Belo Horizonte.
A apneia obstrutiva do sono (AOS) é o distúrbio respiratório do sono mais comum do mundo. Estima-se que mais de 30% da população adulta brasileira conviva com algum grau de apneia, mas a maioria nunca foi diagnosticada. Em Belo Horizonte, é frequente o paciente chegar ao consultório da pneumologista após anos reclamando de cansaço, ronco e sonolência sem saber que a causa estava na qualidade do seu sono.
Neste artigo você vai entender o que é a apneia do sono, quais são os sintomas que merecem atenção, quais são os riscos para o coração e cérebro, como o diagnóstico é feito por meio da polissonografia e quais tratamentos realmente funcionam em 2026.
O que é a apneia obstrutiva do sono
A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por pausas repetidas da respiração enquanto o paciente dorme. Essas pausas (apneias) e reduções parciais do fluxo de ar (hipopneias) acontecem porque a musculatura da garganta relaxa demais durante o sono e a via aérea superior colapsa. O cérebro percebe a queda de oxigênio, dispara um microdespertar para reabrir a via aérea e o ciclo se repete dezenas ou centenas de vezes por noite.
O resultado é um sono fragmentado, sem as fases profundas e reparadoras que o organismo precisa. Mesmo dormindo 7 ou 8 horas, o paciente acorda como se não tivesse descansado.
Apneia central x apneia obstrutiva
A maioria absoluta dos casos é de apneia obstrutiva — quando há um bloqueio físico da via aérea. A apneia central é mais rara e ocorre quando o cérebro deixa de enviar o comando de respirar. A polissonografia diferencia os dois tipos com precisão.
Sintomas da apneia do sono
Os sintomas costumam ser percebidos primeiro pelo cônjuge, que observa o ronco e as pausas respiratórias. Os principais sinais são:
- Ronco alto e frequente, geralmente em todas as posições;
- Pausas respiratórias presenciadas pelo parceiro, seguidas de engasgo ou ruído ao retomar o ar;
- Sonolência diurna excessiva, mesmo após uma noite completa de sono;
- Dor de cabeça matinal, principalmente na região da testa;
- Boca seca e necessidade de levantar para urinar (noctúria);
- Dificuldade de concentração, irritabilidade, esquecimentos e queda no desempenho profissional;
- Pressão alta de difícil controle, especialmente quando não responde aos medicamentos habituais.
Por que a apneia do sono é perigosa
Cada vez que a respiração para, a saturação de oxigênio cai e o sistema cardiovascular sofre. Com o passar dos anos, isso aumenta de forma significativa o risco de:
- Hipertensão arterial resistente ao tratamento;
- Infarto agudo do miocárdio;
- Acidente vascular cerebral (AVC);
- Fibrilação atrial e outras arritmias graves;
- Diabetes tipo 2 e síndrome metabólica;
- Acidentes de trânsito por sonolência ao volante;
- Disfunção erétil e queda de libido;
- Depressão e transtornos de ansiedade.
Estudos mostram que pacientes com apneia grave não tratada têm risco até três vezes maior de morte súbita durante o sono em comparação com a população geral.
Quem tem mais risco de ter apneia do sono
Fatores de risco modificáveis
- Excesso de peso e obesidade, principalmente abdominal;
- Consumo de álcool à noite;
- Uso de sedativos e relaxantes musculares;
- Tabagismo.
Fatores de risco não modificáveis
- Sexo masculino e mulheres na pós-menopausa;
- Idade acima de 40 anos;
- Anatomia da face e da via aérea: pescoço grosso, queixo recuado, desvio de septo, amígdalas grandes;
- História familiar de apneia.
Diagnóstico: a polissonografia
O exame padrão-ouro para o diagnóstico da apneia do sono é a polissonografia. Em Belo Horizonte, ela pode ser feita de forma domiciliar: o aparelho é entregue, o paciente dorme em sua própria cama com sensores no tórax, no nariz e no dedo, e os dados são analisados em laudo médico depois.
A polissonografia mede o número de apneias e hipopneias por hora de sono — o famoso IAH. A partir desse número o especialista classifica:
- IAH menor que 5: sem apneia significativa;
- IAH entre 5 e 15: apneia leve;
- IAH entre 15 e 30: apneia moderada;
- IAH acima de 30: apneia grave.
Tratamento da apneia do sono
1. Mudanças de estilo de vida
Perder peso, evitar álcool nas 3 horas antes de dormir, parar de fumar e melhorar a higiene do sono podem reduzir significativamente a gravidade da apneia, especialmente em casos leves.
2. CPAP
O CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) é o tratamento mais eficaz para apneia moderada e grave. Funciona como um “suporte de ar” que mantém a via aérea aberta durante o sono. Os modelos atuais são silenciosos, leves e confortáveis.
3. Aparelhos intraorais
Indicados em casos selecionados de apneia leve a moderada, são confeccionados por dentistas especializados em sono e reposicionam a mandíbula durante a noite.
4. Cirurgias
Reservadas para situações específicas: desvio de septo importante, hipertrofia de amígdalas, alterações anatômicas significativas ou cirurgia bariátrica em pacientes com obesidade grave.
Quando procurar um pneumologista em BH
Se você ou seu parceiro notou ronco alto, pausas respiratórias, cansaço persistente ou sonolência ao volante, agende uma avaliação. A Dra. Rosiane Adaid (CRM-MG 24128) realiza polissonografia domiciliar em Belo Horizonte com laudo a partir de 3 dias úteis, atendendo particular e principais convênios.
Perguntas frequentes
Quem ronca tem apneia do sono?
Nem todo ronco indica apneia, mas o ronco alto, frequente e acompanhado de pausas respiratórias é o sinal mais comum da apneia obstrutiva. Apenas a polissonografia confirma o diagnóstico.
A apneia do sono tem cura?
A apneia do sono em geral é uma condição crônica controlável. Tratamentos como CPAP, perda de peso, aparelhos intraorais e cirurgias específicas podem eliminar os sintomas e proteger o coração.
Quanto custa o exame de apneia do sono em BH?
A polissonografia domiciliar particular com a Dra. Rosiane Adaid custa R$ 530,00. Também atendemos IPSM, Saúde CAIXA, COPASA (Saúde Sistema) e AMAGIS.
Apneia do sono leve precisa de CPAP?
Nem sempre. Casos leves podem ser tratados com mudanças de estilo de vida, perda de peso, higiene do sono e aparelhos intraorais. A indicação depende dos sintomas e das comorbidades do paciente.
Apneia do sono pode matar?
A apneia não tratada aumenta o risco de infarto, AVC, arritmias graves e morte súbita durante o sono. Por isso o diagnóstico precoce é fundamental.
Como saber se tenho apneia do sono em casa?
Sinais como ronco alto, sonolência diurna, dor de cabeça matinal, despertares com falta de ar e cansaço crônico justificam procurar um pneumologista para realizar a polissonografia.